domingo, 6 de março de 2011

   Certas parcerias parecem obra dos Deuses, como esta entre Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.

Esta bela composição prima pela simplicidade das imagens que nos convidam a sair por aí pisando em folhas secas caídas não somente de uma mangueira, mas de qualquer árvore, em qualquer outro lugar que nos transporte para fora de nós mesmos e nos lance de encontro à poesia que nos encanta com promessas de eternidade.


Quando eu piso em folhas secas

Caídas de uma mangueira

Penso na minha escola
E nos poetas da minha estação primeira
Não sei quantas vezes
Subi o morro cantando
Sempre o sol me queimando
E assim vou me acabando.
Quando o tempo avisar
Que não posso mais cantar
Sei que vou sentir saudade
Ao lado do meu violão
Da minha mocidade

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