quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Conversando sobre samba 7

domingo, 3 de novembro de 2013

CONVERSANDO SOBRE SAMBA 4 JOÃO AYRES

http://www.youtube.com/v/oPjHwO3KwkM?version=3&autohide=1&autohide=1&feature=share&showinfo=1&autoplay=1&attribution_tag=NRgPinhjRLvV2Ewf3JoAAA

domingo, 24 de março de 2013

DOLORES DURAN

FIM DE CASO

O tom nitidamente feminino predomina nesta composição de forma singular e nos arrebata de pronto.O eu desconfia, pelo fato de já saber intuitivamente, que algo irá chegar ao fim. O entremeio,o espaço no qual toda a elaboração da angústia se dá aqui, é magistralmente descrito na riqueza dos versos desta extraordinária cantora e compositora. O eu feminino aqui sofre e chora e sangra, pois sabe que o caminho é pedregoso, difícil e árduo e que em estado de dúvida é efêmero, não se mantém por muito tempo, mas quanto tempo há no tempo temporalmente concebido, que lugar será este, que percepção temporal será esta neste hiato sacralizado, neste aqui e agora, neste estado de respiração suspensa....

Observermos os versos...

Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar
há um adeus em cada gesto em cada olhar
mas nós não temos nem coragem de falar
Nós já tivemos a nossa fase de carinho apaixonado
de fazer versos, de viver sempre abraçados
naquela base do só vou se você for
mas de repente vamos ficando cada dia mais sozinhos
seguindo juntos cada qual o seu caminho
e já não temos nem vontade de brigar
tenho pensado e deus permita que eu esteja errada
mas eu estou há eu estou desconfiada
que o nosso caso está na hora de acabar

Estes versos derramados e melancólicos, essa força que nos abala pelo fato de nos vermos exatamente assim, sem amarras frente à possibilidade do fracasso neste tempo de angústia cruel e quase que indecifrável, nesta dor que nos assola quando nos damos conta de nossa fragilidade enquanto seres de carne e osso.

Estes versos,estes verbos que pouco dizem acerca do sofrimento deste ser, deste ser que vai muito além da mera desconfiança, muito além da intuição feminina que pressente o fim, muito além da esperança na recorrência a Deus, muito além de qualquer possibilidade de representação.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

SAMBA PARA QUEM GOSTA DE SAMBA.

Que me perdoem os intelectuais amigos que entendem ser o funk uma manifestação legítima do que eles chamam de classes ou segmentos menos favorecidos.
Respeito e concordo parcialmente com os mesmos neste sentido e não tenho nenhum tipo de preconceito.Acho lícito no entanto, indagar aos mesmos, já que levantam a bandeira dos menos favorecidos,com que frequência ouvem os referidos funks, ou melhor dizendo, será que em seus downloads musicais teríamos um número expressivo de funks? Temo que a resposta seja negativa...
Acho lícito ainda indagar: Por que não se verifica nestas classes menos favorecidas o surgimento de um novo Cartola, de um novo Candeia? Que o funk ou o pagode romântico são manifestações legítimas de determinado segmento, disso não tenho dúvida.Tenho milhões de dúvidas relacionadas ao que chamaria de tipificação destes segmentos. Fico ainda incomodado com a falta de conhecimento de causa de alguns intelectuais que levantam bandeiras populares sem ter consciência do que estão fazendo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

MÔNICA MAC, UMA CANTORA DE PONTA EM NITERÓI.

Inicio este texto desejando um excelente ano novo para todo mundo e para os amigos que me acompanham neste e em outros blogs. Inicio este texto feliz com mais uma descoberta nos eventos de samba em Niterói, cidade onde resido desde que me entendo por gente. Trata-se de Mônica Mac, cantora que ilumina as noites de sábado do Papa Goiaba, uma casa de shows situada no bairro do Gragoatá. Vamos dizer que sua voz carrega as benéficas e nobres influências de uma Clara Nunes e ou de uma Alcione e vocês precisam ver para entender o que estou afirmando. Timbre firme sem espalhafato e grande poder interpretativo são os traços marcantes desta cantora, especialmente nas composições dos grandes mestres do passado. Também tem a seu favor uma escolha de repertório variado e profundo com sambas que comovem mesmo aquele tipo de gente que nunca teve contato com tal coisa. Muito bem acompanhada por músicos experientes, ela anima também outros lugares na cidade. Para tal basta consultar o calendário de atrações no facebook. Há muito procurava uma voz para cantar alguns de meus sambas e para fazer um dueto. Felizmente encontrei quem procurava. Saudações a todos. João Ayres. ------------------------------------------------------------------------------------- -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Breve homenagem aos sambistas de todos os tempos. Aos sambistas meu respeito/ minha reverência e meu silêncio quando os ouço/ no abandono da noite na certeza de que não se foram simplesmente. Estão aqui no abandono desta hora/ nesta sina que impede o o sono e como que nos força a saborear suas obras que encerram o gosto envelhecido de um bom vinho. Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Cartola, Candeia e tantos outros nos corredores da memória. Não esqueçamos dos mestres atuais como Paulinho da Viola e Delcio Carvalho entre tantos outros. Mas, daqui deste canto de mundo pergunto: O que torna estes homens especiais? Eis o mistério que ilumina a escuridão e que torna o impossível realizável como quem abre e fecha os olhos.